Sanções internacionais afectam lançamentos orbitais da Rússia

As sanções internacionais encabeçadas pelos Estados Unidos, estão a afectar de forma significativa o número de lançamentos orbitais por parte da Rússia.

Ao discursar no Parlamento Russo (Duma) no dia 7 de Junho, Dmitri Rogozin confirmou o que de facto já se tornava óbvio, ao indicar que as sanções Ocidentais estão a ter um grande impacto no calendário de lançamentos orbitais da Rússia.

A situação ocorre não devido à falta de lançadores, porém o número de satélites a colocar em órbita é muito baixo. De facto, muitos dos satélites estão quase construídos, porém, a maior percentagem destes veículos aguarda a chegada de componentes electrónicos que não são entregues devido às sanções internacionais.

Nos últimos três anos, a Rússia aumentou a produção de componentes electrónicos espaciais, mas este aumento não parece ter o efeito desejado no número de missões orbitais levadas a cabo.

Até à data, em 2021 a Rússia levou a cabo oito lançamentos orbitais, mas apenas quatro destas missões transportaram cargas construídas inteiramente na Rússia que assim possuí uma enorme quantidade de satélites para ser lançados, nomeadamente veículos do Ministério da Defesa.

O próximo lançamento orbital da Rússia só deverá ter lugar a 29 de Junho, com um foguetão 14A14-1A Soyuz-2.1a a colocar em órbita o veículo de carga Progress MS-17 tendo como destino a estação espacial internacional.



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