O satélite Explorer-7

Colocado em órbita em 1959, o satélite Explorer-7 foi projectado para medir os raios-X solares e o fluxo Lyman-α, a quantidade de particulas energéticas aprisionadas, e a quantidade de raios cósmicos pesados. O satélite também obteve dados sobre a penetração de micrometeoritos e ejecção molecular, além de estudar o balanço de calor entre o planeta Terra e a sua atmosfera.

Financiado pelo Departamento de Defesa (Departamento do Exército) dos Estados Unidos, o Explorer-7 – também designado NASA S-1A, foi colocado em órbita às 1530:14UTC do dia 13 de Outubro de 1959, tendo sido lançado pelo foguetão Juno II (AM-19A) a partir do Complexo de Lançamento LC5 do Cabo Canaveral. Após entrar em órbita terrestre, o satélite obteve a Designação Internacional 1959 Iota-1 (1959-009A) e o número de catálogo orbital 00022. O Explorer-7 ficou colocado numa órbita com um perigeu a 573 km, apogeu a 1.073 km, inclinação orbital de 50,27.º e período orbital de 101,38 minutos.

O satélite era estabilizado por rotação em torno do seu eixo longitudinal e a sua estrutura externa consistia em duas conchas de fibra de vidro cónica truncadas ligadas por uma secção central de alumínio. Tinha um comprimento de 0,76 metros, diâmetro de 0,76 metros e uma massa de cerca de 41,5 kg. A energia era fornecida por cerca de 3.000 células solares colocadas nas secções cónicas. Estava também equipado com quinze baterias de níquel-cádmio montadas no seu equador perto da fuselagem exterior para auxiliar a manter o nível de rotação na estabilização.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Duas antenas de telemetria de dipolos cruzados (1 W, 20 MHz) projectavam-se para o exterior a partir da secção central e uma antena de 108 MHz era utilizada para rastreio, encontrando-se colocada na parte inferior do satélite.

Cinco bolómetros utilizados para a medição de radiação eletromagnética incidente e três células de sulfureto de cádmio para a detecção de micrometeoritos, estavam localizados em torno da periferia da secção central.

Uma câmara de iões cilíndrica (uma janela de fluoreto de lítio) e uma câmara de raios-X (janela de berílio) estavam localizadas em lados opostos do cone superior. No topo do satélite encontrava-se um contador Geiger de raios cósmicos. Uma câmara de ionização primária estava localizada na secção central do cone superior.

As comunicações e seguimento eram fornecidas através de um transmissor de 108 MHz a 15 mW projectado para operar durante dois meses, além de um transmissor de 20 MHz a 600 mW que recebia energia das células solares e que operaria durante um ano.

 

A missão do Explorer-7

A NASA anunciava a 16 Junho de 1960 que uma das frequências moduladas no segundo transmissor do Explorer-7 encontrava-se a funcionar de forma errática e que a informação que transmitia acerca de três das sete experiências, já não era inteligível.

O farol de rastreio deixou de funcionar a 5 de Dezembro de 1959 e em Setembro de 1960, a órbita do Explorer-7 havia baixado para um perigeu a 554 km, apogeu a 1.083 km, inclinação orbital de 50,3.º e período orbital de 101,2 minutos.

Os dados em tempo real foram transmitidos até Fevereiro de 1961 e de forma intermitente até 24 de Agosto de 1961.

O Explorer-7 forneceu informação geofísica importante acerca da radiação e tempestades magnéticas, demonstrando métodos de controlo da temperatura interna do satélite, registando a primeira penetração de micrometeoritos num sensor em voo e detectou escalas de padrões meteorológicos em grande escala.

Bibliografia:

  • https://www.space-track.org/#catalog (1959-009) acedido a 13 de Março de 2021
  • http://mix.msfc.nasa.gov/abstracts.php?p=1966 acedido a 13 de Março de 2021
  • https://nssdc.gsfc.nasa.gov/nmc/spacecraft/display.action?id=1959-009A acedido a 13 de Março de 2021


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