Lançamentos orbitais para Fevereiro de 2021

O mês de Janeiro de 2021 termina com um total de 16 lançamentos orbitais, sendo um deles mal sucedido, tendo sido colocados em órbita 219 satélites.

Até 31 de Janeiro, terão sido realizados 345 lançamentos orbitais neste mês, o que corresponde a uma média de 5,5 lançamentos e a 6,1 % do total de lançamentos bem sucedidos realizados desde 4 de Outubro de 1957 – o mês de Janeiro é o mês com menos lançamentos orbitais com uma média de 5,5 lançamentos por mês de Janeiro, correspondendo a 6,1% do total de lançamentos e o mês de Dezembro é o mês com mais lançamentos orbitais, correspondendo a 10,6% dos lançamentos e a uma média de 9,5 lançamentos por mês de Dezembro desde 1957.

O número de lançamentos orbitais bem sucedidos levados a cabo em 2021 (7) corresponde a 0,12% do total de lançamentos orbitais realizados desde 4 de Outubro de 1957.

Para Fevereiro de 2021 estão previstos 9 lançamentos orbitais com datas já definidas, podendo chegar aos 14 lançamentos.

O primeiro lançamento orbital de Fevereiro teve lugar no dia 1 pelas 0815UTC. O lançamento do foguetão Shian Quxian-1 (Y2) “Xu Bing Tianshu” transportando o satélite Fangzhou-2 não foi bem sucedido. O lançamento teve lugar a partir do Complexo de Lançamento LC43/95 do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan.

O lançamento de um novo grupo de 60 satélite Starlink v1.0 da SpaceX está previsto para as 1141UTC do dia 2 de Fevereiro pelas 1119UTC. O grupo de 60 satélites Starlink F-18 (x60) [v1.0 L17] será lançado pelo foguetão Falcon 9-107 (B1049.8) a partir do Complexo de Lançamento LC-39A do Centro Espacial Kennedy, Ilha de Merritt. Desenvolvidos pela SpaceX, os satélites Starlink v1.0 têm uma massa de cerca de 260 kg e transportam uma carga de comunicações de banda Ku/Ka além de um sistema de comunicações óptico inter-satélite.

A Rússia vai levar a cabo o lançamento de um satélite militar a partir do Cosmódromo GIK-1 Plesetsk também a 2 de Fevereiro. O lançamento do satélite 14F145 Lotus-S1 (n.º 805) terá lugar às 2045:28UTC e será levado a cabo por um foguetão 14A14-1B Soyuz-2.1b.

Os satélites 14F145 Lotus-S1 são uma componente do sistema de inteligência electrónica (ELINT) denominado Liana. Os satélite foram inicialmente lançados num modelo de desenvolvimento denominado 14F138 Lotus-S. O sistema Liana substitui os satélites Tselina-2 (com os satélites Lotus) e os satélites de vigilância naval US-PM com os satélites 14F139 Pion-NKS.

Um novo conjunto de satélites Starlink, Starlink F-89 (x60) [v1.0 L18], será lançado às 0619UTC do dia 4 de Fevereiro a partir do Complexo de Lançamento SLC-40 do Cabo Canaveral SFS. O lançamento será levado a cabo pelo foguetão Falcon 9-108.

A China vai colocar em órbita um satélite de detecção remota às 1530UTC do dia 5 de Fevereiro. Não se sabe ao certo qual a designação do satélite com algumas fontes a indicar a designação Tianhui-3 e outras fontes a indicar a designação TJSW-6. O satélite será lançado para a órbita geossíncrona pelo foguetão Chang Zheng-3B/G3 (Y77) a partir do Complexo de Lançamento LC3 do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, província de Sichuan.

Um novo veículo de carga Russo será lançado para a estação espacial internacional a 15 de Fevereiro, pelas 0445UTC. O lançamento do Progress MS-16 será levado a cabo pelo foguetão 14A14-1A Soyuz-2.1a (В15000-041) a partir da Plataforma de Lançamento PU-6 do Complexo de Lançamento LC31 do Cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão. O Progress MS-16 transportará uma carga de ar, água, oxigénio, mantimentos, experiências científicas e diversos materiais para a tripulação permanente da ISS.

Uma outra missão logística para a ISS terá lugar a 20 de Fevereiro com o lançamento do veículo de carga Cygnus NG-15 na missão CRS-15. O lançamento está previsto para as 1736UTC e será levado a cabo por um foguetão Antares-230+ a partir da Plataforma de Lançamento LP-0A do MARS Wallops Island. O Cygnus NG-15 da Northrop Gruman levará diversa carga, incluindo mantimentos e experiências científicas, incluindo o satélite IT-SPINS e nove satélites ThinSat-2.

O satélite IT-SPINS (Ionospheric-Thermospheric Scanning Photometer for Ion-Neutral Studies) é um CubeSat-3U anteriormente designado como SpaceBuoy. Foi desenvolvido pela Space Science and Engineering Laboratory (SSEL) da Universidade Estatal do Montana, e irá demonstrar a utilidade de nano-satélites de baixo custo para fornecer observações para suplementar os modelos de previsão ionosférica. O satélite tem uma massa de 4 kg.

Os satélites ThinSat-2 (ThinSat-2A a ThinSat-2I) são desenvolvidos e operados pela Virginia Space. Os satélites têm como objectivo promover a educação STEM e promover a investigação em ciências espaciais e de engenharia a todos os níveis de ensino. Os estudantes irão analisar os dados obtidos pelas suas experiências e no final submeter um relatório onde é explicado as suas conclusões. Os dados são obtidos em tempo real através da rede Globalstar.

O satélite de detecção remota Brasileiro, Amazônia-1, será colocado em órbita às 0454UTC do dia 22 de Fevereiro a partir da Plataforma de Lançamento FLP do Centro Espacial Satish Dawan SHAR, Ilha de Sriharikota. O lançamento será levado a cabo por um foguetão PSLV-DL na missão PSLV-C51. O Amazônia-1 foi construído e será operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Brasil, e é baseado no modelo Plataforma Multimissão (MMP), tendo uma massa de 290 kg. O satélite terá uma vida operacional de 4 anos e será colocado numa órbita sincronizada com o Sol a uma altitude de 778 kg.

O satélite irá transportar um instrumento de observação óptica, o AWFI, que irá operar nas bandas visíveis e do infravermelho próximo, tendo uma resolução espacial de 40 metros e um varrimento de cerca de 780 km. Para além deste instrumento, o INPE assinou um acordo com o Rutherford Appleton Laboratory (RAL), do Reino Unido, para a inclusão da RALCAM-3 com uma resolução de cerca de 10 metros que irá complementar as imagens obtidas pelo AWFI.

Juntamente com o Amazônia-1 serão colocados em órbita os satélites Indianos SDSat e UNITYSat.

A 28 de Fevereiro a Rússia irá levar a cabo o lançamento do satélite Artika-M1. O lançamento será levado a cabo pelo foguetão 14A14-1B Soyuz-2-1b/Fregat (Р15000-032/122-07) a partir da Plataforma de Lançamento PU-6 do Complexo de Lançamento LC31 do Cosmódromo de Baikonur.

O satélite Arktika-M é uma série de satélites de detecção remota e de comunicações de emergência que irão operar em órbitas altamente elípticas com um período orbital de 12 horas. Baseadas no modelo Navigator, os satélites Arktika-M foram desenvolvidos pela Lavochkin e irão monitorizar as áreas do planeta localizadas a altas latitudes, transportando um sistema de imagem multi-espectral MSU-GSM, bem como transmissores para sistemas meteorológicos e de salvamento.

Para além destes lançamentos com datas já definidas, outras cinco missões orbitais poderão ainda ter lugar em Fevereiro de 2021.

A SpaceX poderá levar a cabo o lançamento de um terceiro conjunto de 60 satélites Starlink, Starlink F20 [v1.0 L19] utilizando um foguetão Falcob-9 lançado a partir do Complexo de Lançamento LC-39A do Centro Espacial Kennedy, Ilha de Merritt.

A RocketLab poderá levar a cabo o lançamento do satélite Gunsmoke-J utilizando um foguetão Electron/Curie a partir do Complexo de Lançamento LC-1A de Onenui (Máhia). O Gunsmoke-J é um satélite experimental com uma massa de 5 kg do tipo CubeSat-3U desenvolvido pelo US Army SMDC (Space Missile Defense Command) para demonstrar a recolha avançada de informação em apoio directo às operações de combate do Exército dos Estados Unidos.

O satélite Chinês de detecção remota Jilin-1 Gaofen-02D poderá ser lançado a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. O lançamenrto será levado a cabo pelo foguetão KZ-1A Kuaizhou-1A (Y4) a partir do Complexo de Lançamento LC43/95.

O foguetão Chang Zheng-11 (Y10) poderá ser lançado desde Xichang transportando uma carga não identificada. Este será o único foguetão Chang Zheng-11 a ser lançado a partir do solo, havendo a previsão que outros três ou quatro Chang Zheng-11 sejam lançados em longo de 2021 a partir de uma plataforma oceânica flutuante.

Quatro satélites de detecção remota Hainan-1, o Hainan-1 (1) a Hainan-1 (4), poderão ser lançados desde o Centro de Lançamentos Espaciais de Wenchang, província de Hainan, por um foguetão Jielong-1.



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