Astra lança desde Kodiak, mas falha órbita terrestre

A Astra Space Inc. levou a cabo o lançamento do seu foguetão Rocket-3.2 a partir do Kodiak Pacific Spaceport Complex pelas 2055UTC do dia 15 de Dezembro de 2020. O lançamento teve lugar a partir do Complexo de Lançamento LP-3B e segundo a empresa atingiu os objectivos estabelecidos para a missão, sendo declarada um grande sucesso.

No entanto, horas depois foi referido por Chris Kemp, fundador e responsável máximo da Astra, que “depois de atingir uma altitude de 390 km, que era nossa altitude orbital nominal, alcançamos uma velocidade de 7,2 km/s… abaixo da velocidade orbital de 7,68 km/s“.

Tal como na missão que teve lugar a 12 de Setembro de 2020, esta missão não transportou qualquer carga útil. Assim, o objectivo do lançamento era avançar um passo maios e tentar alcançar a órbita terrestre, à medida que a empresa continua a desenvolver e testar o seu pequeno lançador de satélites.

A 12 de Setembro, na primeira tentativa de lançamento orbital da Astra, a missão foi finalizada devido ao fim abrupto da ignição do motor comandado pelo sistema de segurança de voo quando surgiram oscilações e posterior desvio da trajetória. Finalizada a queima, foi perdido o controle do veículo e o lançador desintegrou-se devido às forças aerodinâmicas resultantes, despenhando-se na costa do Alasca.

Em Novembro a Astra realizou um teste estático com o Rocket-3.2 nas suas instalações em Alameda, Califórnia. O veículo foi então transportado para o local de lançamento para seu vôo de teste.

O objetivo do Rocket-3.1 era completar o voo do primeiro estágio, separar a carenagem de protecção da carga e o estágio superior. Uma vez que esses objetivos não foram cumpridos naquela missão, o objectivo do Rocket-3.2 era o de atingir pelo menos esse ponto para atingir a órbita terrestre dentro das três primeiras tentativas. O problema de orientação que condenou o Rocket-3.1 foi corrigido com uma atualização de software, permitindo o regresso rápido após sua primeira tentativa orbital.

Durante o lançamento o Rocket-3.2 atingiu a zona de máxima pressão (MaxQ) a 57 segundos de voo. O final da queima do primeiro estágio ocorre a T+2m 22s. Ambos os estágios do Rocket-3.2 consomem RP-1 e oxigénio líquido (LOX). O primeiro estágio é propulsionado por cinco motores Delphin, cada um gerando cerca de 28,9 kN de impulso. Os motores Delphin são alimentados por bombas elétricas, semelhantes às do foguetão Electron da RocketLab.

Após o final da queima do primeiro estágio, a carenagem de protecção separou-se para expor o estágio superior. Ocorre então a separação do segundo estágio e a ignição ocorre a T+2m 33s. Este estágio é propulsionado por um único motor Aether, que é alimentado por pressão com RP-1 e LOX, gerando cerca de 3 kN de impulso.

O plano de nominal de voo prevê o final da ignição do segundo estágio a T+8m 32s, colocando o estágio em órbita. Três segundos depois é enviado o sinal de separação da carga útil a bordo (apresar de nesta missão não existir).

Imagens: Astra



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