Trilhos de navios no Atlântico

O satélite Copernicus Sentinel-3A leva-nos ao Oceano Atlântico, perto de Espanha e Portugal, onde o céu não possui apenas nuvens, mas também trilhos cruzados de navios marítimos.

Os familiares trilhos de condensação – ou rastos – que vemos no céu provêm, normalmente, de aviões, por isso pode parecer estranho que os navios também possam, ocasionalmente, deixar a sua marca no céu. Esta variação marítima do rasto de condensação de aviões, raramente observada, foi capturada pelo Sentinel-3A no dia 16 de Janeiro de 2018. Conhecidas como trilhos de navios, essas estreitas rajadas de nuvens formam-se quando o vapor de água se condensa em torno das partículas pequenas que os navios emitem nos seus gases de escape. Normalmente, formam-se quando nuvens baixas e cúmulos estão presentes e quando o ar ao redor do navio está calmo.


Como mostra a imagem, várias rotas de navegação cruzam-se na costa de Espanha e Portugal. Embora o Estreito de Gibraltar seja uma rota de navegação movimentada, com inúmeros navios que viajam dentro e fora do Mar Mediterrâneo, não há rastos de navios visíveis nesta imagem. A maioria dos trilhos são de várias centenas de quilómetros ao largo da costa.

Tal como os trilhos de condensação dos aviões, os trilhos de navios também podem desempenhar um papel no nosso clima, reduzindo a quantidade de luz solar que atinge a superfície da Terra ou, inversamente, retendo a radiação do Sol na nossa atmosfera – embora isso continue a ser um aspecto incerto da ciência climática.

O satélite Copernicus Sentinel-3A possui um conjunto de sensores, incluindo um instrumento de cor terrestre e marítimo, que foi usado para obter esta imagem.

Notícia e imagem: ESA

Texto corrigido para Língua Portuguesa pré-AO90

 

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