O VAB prepara-se para um papel chave na integração do SLS



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O icónico edifício Vehicle Assembly Building (VAB) no famosamente conhecido Centro Espacial Kennedy, pode ter estado silencioso nos últimos anos, mas nos bastidores várias equipas estão a trabalhar num ‘roteiro de operações’ para o gigantesco edifício, preparando o seu papel principal na integração do Space Launch System (SLS) e da cápsula Orion.

O futuro do VAB

VAB1O VAB tem sido o ponto focal na integração dos veículos lançadores da NASA desde os dias dos foguetões Saturn até à carreira de três décadas do vaivém espacial. O papel do edifício foi assegurado nas próximas décadas, proporcionando um papel na integração do SLS com as suas cargas.

As suas quatro secções principais estão a ser modificadas não só para albergar o SLS, mas também qualquer potencial lançador comercial. Porém, somente o SLS foi confirmando como requerendo de forma específica a utilização destas instalações icónicas.

Com a supervisão do programa Ground Systems Development and Operations (GSDO), o VAB está a ser lentamente transformado para se tornar numa parte chave do fluxo de integração do SLS e da Orion, o que resultará no transporte do monstruoso foguetão para a Plataforma de Lançamento 39B.

Uma recente Preliminary Design Review (PDR), proporcionou uma avaliação dos projectos iniciais para a infraestrutura no Centro Espacial Kennedy e permitiu que o desenvolvimento dos sistemas de solo prosseguisse para a sua projecção detalhada.

O PDR é incrivelmente importante, pois tem de demonstrar que os projectos dos sistemas de solo estão no rumo certo para o processamento e lançamento do SLS e da Orion desde o Centro Espacial Kennedy,” referiu Mike Bolger, gestor do programa GSDO.

O resultado é um roteiro da integração dos numerosos elementos dos equipamentos que irão compor o conjunto SLS/Orion antes do transporte para a plataforma de lançamento.

O primeiro passo irá envolver o Mobile Launcher (ML), que está actualmente a ser convertido do seu inicial – e agora defunto – papel no Programa Constellation (CxP). A enorme estrutura irá mover-se para a denominada Secção 3 (High Bay 3) do VAB, através de um dos denominados Crawler Transporters (CT) – que estão também a ser modificados.

Z11Os segmentos dos propulsores construídos pela ATK irão então começar a chegar a partir das instalações Rotation, Processing and Surge Facility (RPSF) – do seu processamento Off-Line Booster Processing – transportados para a VAB’s Transfer Aisle onde serão fixados a um guindaste e transportados para a Secção 3 para serem integrados no nível zero do ML.

Começando com o propulsor esquerdo, os segmentos irão chegar um de cada vez para serem integrados no ML. Por esta altura, o maior elemento de todo este equipamento – o estágio principal ou ‘Core Stage‘ – irá chegar através de uma barca, após a sua construção nas instalações da Michoud Assembly Facillity (MAF) em Nova Orleães e dos testes no Centro Espacial Stennis (SSC).

Z3Esta chegada será semelhante ao que se observava durante a entrega do Tanque Exterior de combustível líquido durante o programa do vaivém espacial (SSP). Porém, este estágio será uma estrutura maior, completa com os seus quatro motores RS-25 já instalados quando sair da barca.

O estágio será transportado do KSC Turn Basin para a VAB’s Transfer Aisle através de um dos novos Self Propelled Module Transporters (SPMT). Uma vez na VAB’s Transfer Aisle, o estágio será inspeccionado e preparado para ser elevado sobre o ML e os propulsores que o aguardam no Z4VAB.

Sendo baixado sobre os dois propulsores, este processo irá trazer de volta as memórias dos fluxos de integração no tempo do SSP, onde o tanque exterior de combustível era transferido e baixado para ser integrado com os dois propulsores laterais de combustível sólido.

O seguinte elemento a fazer o seu percurso do VAB’s Transfer Aisle será o Launch Vehicle Stage Adaptor (LVSA), uma peça chave do equipamento que permite que a cápsula Orion – e o seu estágio de propulsão – sejam integrados sobre o estágio principal.

Este marco no processamento é onde o NASA’s Spacecraft and Payload Integration Office (SPIO) se irá envolver profundamente nos procedimentos de integração, colectivamente denominados como o fluxo Integrated Spacecraft and Payload Element (ISPE).

Z7O equipamento LVSA será o primeiro elemento do ISPE a ser integrado no conjunto, com um plano de separação no topo do LVSA – a marca entre o primeiro e o segundo estágio de todo o veículo.

O elemento seguinte será o Interim Cryogenic Propulsion Stage (ICPS), actualmente previsto ser o Delta Cryogenic Second Stage (DCSS) pelo menos para o primeiro voo. O estágio será preparado no Multi-Purpose Processing Facility (MPPF) no edifício Operations & Checkout (O&C), através de um processo paralelo antes de ser transportado para o VAB.

Z9Elevado desde a Zona de Transferência para a Secção 3, o estágio será integrado sobre o LVSA. As zonas de integração do LVSA e o estágio principal serão verificadas para cumprir os requisitos de limpeza e de nivelamento, e os componentes são electricamente ligados ao solo antes da sua instalação.

De seguida será a vez da cápsula Orion – ou de qualquer outra carga que venha a ser lançada no SLS. Para uma missão com a cápsula Orion, o veículo também irá fazer o percurso entre o MPPF e a VAB’s Transfer Aisle. Uma vez ali será acoplada com o seu adaptador de estágio antes de ser elevada para o topo do conjunto da Secção 3 do VAB.

Z5O Adaptador – ou MSA – também serve como uma zona de espaço entre o plano de saída dos escapes do módulo de serviço da Orion e a zona frontal do tanque de hidrogénio líquido do estágio de propulsão. Este anel de interface foi o primeiro elemento de todo o equipamento que foi construído para o SLS, devido à sua necessidade na missão EFT-1 (Exploration Test Flight-1).

No topo de todo o conjunto estará o Launch Abort System (LAS), construído pela ATK.

O papel chave do LAS é o de colocar o módulo da tripulação da Orion longe de um lançador na eventualidade de uma emergência na plataforma de lançamento ou durante a fase inicial do voo numa missão SLS.

Z56Com a integração finalizada, o veículo é submetido aos procedimentos do Integrated Vehicle Testing, antes da sua ligação ao vasto número de conexões umbilicais que serão ligadas entre o ML e o foguetão.

O marco final de processamento antes do transporte para a plataforma de lançamento, irá envolver as denominadas Integrated Testing and Closeouts, incluindo as verificações de sistemas no interior da cápsula Orion. Isto irá garantir que a Orion e o SLS estão a comunicar com sucesso entre eles, tal como é necessário durante a contagem decrescente e o lançamento.

As plataformas gigantes irão então afastar-se do veículo, permitindo que o CT traga lentamente o conjunto para fora da secção de montagem, iniciando o primeiro transporte para a plataforma de lançamento.

Uma vez na plataforma de lançamento, serão realizados mais verificações dos sistemas antes da Launch Countdown Simulation, um marco denominado como Terminal Coutdown and Demonstration Test (TCDT) durante o programa do vaivém espacial.

Z93Porém, e ao contrário do vaivém espacial, o conjunto irá então ser transportado de volta para o VAB para a instalação das ordenanças e trabalhos de encerramento finais. Com o SLS, este processo não pode ser levado a cabo na plataforma de lançamento.

O segundo transporte para a plataforma de lançamento será para o lançamento da missão, com a chegada à plataforma a ser marcada pelo abastecimento dos propolentes hipergólicos no veículo. O veículo será de seguida destinado às operações de lançamento.

Alargamos as fronteiras da exploração espacial por mais de 50 anos e estamos a fazer progressos para deslocar essa fronteira ainda mais adiante para o Sistema Solar,” adicionou Dan Dumbacher administrador associado adjunto para o desenvolvimento de sistemas de exploração. “O trabalho que está a ser levado a cabo para transformar as nossas capacidades para preparar e processar a cápsula espacial e os veículos lançadores no KSC é uma peça crítica nos nossos esforços para enviar astronautas a bordo da Orion no topo do Space Launch System para um asteróide e para Marte.”

Artigo original VAB preparing for key role duting SLS processing flow por Chris Bergin. Traduzido e publicado com autorização.

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