O novo Em Órbita de sempre

O cosmonauta Valeri Polyakov. Foto: Wikimedia Commons.

O recorde de permanência de um ser humano em órbita da Terra pertence ao cosmonauta Valeri Polyakov. Ele detém o mais longo voo espacial da história, tendo permanecido por mais de 14 meses (437 dias e 18 horas) a bordo da estação espacial Mir.

Ninguém ficou mais tempo no espaço do que ele, até hoje. Ser astronauta é ter a profissão mais seleta do mundo: uma em cada quinze milhões de pessoas tem a oportunidade de compartilhar a mesma sensação do pioneiro Yuri Gagarin.

Mas é claro que também existem outras atividades cujo empenho é bem raro…

Divulgar ciência, num mundo cheio de superstição e misticismo é como nadar contra a maré. Já vivemos na alvorada do século XXI, mas ainda continuamos assistindo bestializados o poder da ignorância em líderes de importantes nações. A educação científica tampouco é valorizada nas escolas.

Mas em algum lugar de cada nação ainda existem pessoas abnegadas. Gente que renova seus esforços a cada dia para compartilhar com desconhecidos seu entusiasmo para com as belezas do mundo e as grandes realizações da humanidade. Pessoas que amam o conhecimento e se identificam profundamente com a eterna aventura da humanidade. E que desejam romper limites.

Rui C. Barbosa. Foto: monoculo (2013).

O Boletim Em Órbita foi concebido precisamente por uma dessas pessoas. A partir de agora o leitor tem acesso a um layout completamente renovado, mais bonito e moderno, mas que continua com a qualidade de sempre. Seu autor é o meu amigo de “além-mar”, Rui C. Barbosa.

Aficionado por Astronáutica e formado pela Universidade do Minho, ele já atuou diversas vezes como consultor junto à imprensa portuguesa em questões relativas ao espaço e foi o principal responsável por conseguir autorização para fazer voar uma bandeira de Portugal a bordo de um ônibus espacial.

Carl Sagan (1934-1996)

Carl Sagan, outro ser humano que muito admiro, certa vez nos lembrou que a humanidade havia usado apenas seus próprios pés como meio de locomoção durante milhões de anos, os animais de tração apenas há alguns milhares de anos e os motores de combustão interna há pouco mais de um século.

Até bem pouco tempo a velocidade das comunicações era igual a velocidade dos transportes. Se não nos rendermos ao egoísmo e à estupidez, completava Sagan, a solução de nossos problemas na Terra estará cada vez mais ligada ao espaço.

E que seja assim, portanto! Vida longa ao meu amigo Rui e seu Boletim Em Órbita!

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