Índia prepara lançamento do GSLV-D3



A Índia está a ultimar os preparativos para o lançamento do foguetão GSLV-D3 que colocará em órbita o satélite de comunicações GSAT-4. O lançamento está previsto para ter lugar ás 1027UTC do dia 15 de Abril de 2010 a partir do Centro Espacial Satish Dawan, na Ilha de Sriharikota.

O lançamento do GSLV-D3 representa o culminar de década e meia de desenvolvimento da tecnologia criogénica por parte dos especialistas indianos, pois este é o primeiro foguetão com propolentes criogénicos totalmente desenvolvido pela Índia. Os anteriores GSLV utilizaram um motor criogénico desenvolvido pela Rússia. No princípio dos anos 90 a Índia voltou-se para a Rússia para a compra da tecnologia necessária para o desenvolvimento dos motores criogénicos. No entanto, e por pressão por parte dos Estados Unidos, a Rússia decidiu não compartilhar essa tecnologia optando por vender os motores já prontos a serem utilizados e levando a Índia a decidir-se por um desenvolvimento próprio desta tecnologia.


A missão bem sucedida do GSLV-D3 representará o primeiro passo da Índia na entrada do lucrativo mercado internacional do lançamento de satélites, apesar de serem necessárias mais missões bem sucediddas para que os potenciais clientes possam ver o lançador indiano como uma opção viável.

O GSLV-D3 (GSLV MkII) tem uma altura de 50 metros e uma massa de 416.000 kg no lançamento. Em comparação com o anterior voo do GSLV, este lançador apresenta um estágio superior griogénico totalmente desenvolvido na Índia, sistemas de telemetria avançados bem como computadores mais avançados, e uma carenagem de protecção de maiores dimensões.

O satélite GSAT-4 é um satélite de comunicações experimental com uma massa de 2.220 kg (dos quais 1.155 kg corresponde ao combustível) que transporta carga de comunicações e de navegação, e que será colocado numa órbita de transferência para a órbita geossíncrona. O GSAT-4 é baseado no modelo I-2000 desenvolvido pelo ISRO e as suas dimensões são 2,4 metros x 1,6 metros x 1,5 metros. O satélite irá depois utilizar o seu próprio sistema de propulsão para atingir a órbita geossíncrona a 82º longitude Este, onde deverá operar durante 7 anos.

A carga a bordo é composta por um repetidir de banda Ku e o sistema GAGAN (de navegação) que transmistira nas bandas C, L1 e L5.



  
Imagens: ISRO

Deixe um comentário