Estados Unidos preparam lançamento de satélite secreto



clio

A United Launch Alliance (ULA) irá levar a cabo o lançamento de um satélite secreto no dia 16 de Setembro de 2014. O foguetão lançador Atlas-V/401 (AV-049) foi transportado para a plataforma de lançamento SLC-41 do Cabo Canaveral AFS ao princípio da tarde do dia 15 de Setembro.

Pouco se sabe acerca desta missão designada ‘CLIO’, nem mesmo a agência para a qual se dá este lançamento e que deverá operar o satélite. O CLIO é baseado na plataforma A2100A desenvolvida pela empresa norte-americana Lockheed Martin e segundo alguns analistas poderá ser a missão sucessora da missão PAN lançada a 8 de Setembro de 2009.

CLIO poster

A plataforma A2100A é usualmente utilizada para a construção de satélites de comunicações. Aliado ao facto de que esta missão se dirige para a órbita geossíncrona, é assim provável que a missão CLIO seja um satélite militar de comunicações.

O lançamento do CLIO está previsto para as 2144UTC (no início de uma janela de lançamento de 2 horas e 26 minutos) e nesta altura existe uma probabilidade de 60% de ocorrência de condições para impedir o lançamento devido à ocorrência de trovoadas e de ventos fortes em altitude. Elevados níveis de protões poderão também impedir o lançamento. Caso o lançamento seja adiado para o dia 17 de Setembro, as probabilidades de ocorrência de condições desfavoráveis aumentam para 70%.

Segundo o analista Tec Molczan, a trajectória de lançamento parece ser uma variante da trajectória que é utilizada no lançamento de satélites para a órbita geossíncrona. Esta trajectória resultará numa órbita de parqueamento altamente elíptica na qual o veículo permanecerá por um período de cerca de duas horas antes de manobrar para a órbita de transferência geossíncrona. A órbita resultante é mais baixa em excentricidade e inclinação do que as órbitas de transferência geossíncrona comuns nas quais a manobra ocorre no primeiro nodo descendente. Isto reduz a variação de velocidade necessária para que a carga entre na órbita geossíncrona, poupando propolente e prolongado ao máximo a sua vida útil. O veículo utiliza o seu próprio sistema de propulsão para realizar uma série de manobras para atingir a órbita de transferência geossíncrona, usualmente alguma semanas após o lançamento (o satélite PAN atingiu a órbita de transferência geossíncrona cerca de 10 dias após o lançamento).

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