Cygnus chega à ISS



Cygnus Gordon Fullerton

O veículo de carga Cygnus ‘Gordon Fullerton’ da Orbital Sciences Corporation, assinalou a sua segunda chegada à estação espacial internacional desta vez ao abrigo do programa Commercial Resupply Services (CRS), CRS-1. Após provar a sua capacidade de levar a cabo uma complicada manobra de aproximação com a estação espacial em 2013, o veículo ORB-1 foi «agarrado» pelo braço robótico da estação às 1108UTC do dia 12 de Janeiro de 2013.

Após o seu lançamento por um foguetão Antares-120 no dia 9 de Janeiro, o Cygnus continuou a desempenhar a sua missão sem qualquer problema durante a sua transição da fase Integrated Launch Operations Phase (ILOPS) – utilizada para a ascensão e inserção orbital – para a fase Phasing Operations Phase (POPS) – destinada à «perseguição» da ISS.

O objectivo da missão nesses dias foi somente o de percorrer o seu percurso orbital até à vizinhança da ISS, uma zona conhecida como “Keep Out Sphere (KOS)”.

Até este ponto chave, os controladores da Orbital no Mission Control Center (MCC-D) em Dulles, tinham o total controlo do veículo, com os controladores da NASA no Mission Control Center emHouston (MCC-H) a juntarem-se para a complicada manobra de encontro e aproximação.

Existiam um número de itens chave que teriam de ser confirmados ao se mostrar de tudo corria bem para permitir que o veículo pudesse ser capturado na manhã de Domingo. Estes itens incluíam uma forte ligação de comunicações necessária quanto mais não fosse para permitir a abortagem manual da aproximação – ou pelo menos uma retirada – caso surgissem problemas. Esta fase da missão era designada Joint Operations Phase (JOPS).

Este período de aproximação crítica – também designado Proximity Ops – envolveu a utilização por parte do Cygnus do sistema JEM PROX para comunicações directas com a ISS, efectivamente resultando na utilização do mesmo sistema que i veículo de carga japonês HTV utiliza para comunicar com a ISS. No entanto, existem outras características que são distintas na aproximação do Cygnus.

Tal como o veículo de carga Dragon da SpaceX, a Cygnus aproximação da ISS utilizando uma série de pontos para testar os seus sistemas. À medida que o veículo percorre a trajectória R-bar, sobre a ISS, entra na KOS. Uma vez dentro da KOS, o Cygnus demonstrou que poderia parar e afastar-se, antes de receber a permissão para proceder, reproduzindo as tarefas que foram levadas a cabo na missão ORB-D.

Após a revisão dos dados – incluindo a passagem do objectivo final relacionado com o encerramento dos sensores LIDAR – foi dada a autorização final para que o veículo se aproximasse do ponto de captura. O Cygnus estava a utilizar os sensores Jena LIDARs (Light Detection And Ranging) para esta missão, tal como utilizou na missão ORB-D. A partir da missão ORB-2, o Cygnus irá eventualmente incorporar o sistema de visão TriDAR – projectado pela empresa canadiana Neptec, como apoio da NASA e da Agência Espacial Canadiana.

Este sistema fornece uma orientação visual em tempo real para os procedimentos de navegação, encontro e acoplagem – e foi testado com sucesso na frota de vaivéns espaciais, voando em três missões, nomeadamente com o vaivém espacial OV-103 Discovery nas missões STS-128 e STS-131, antes da sua utilização final com o vaivém espacial OV-104 Atlantis na missão STS-135.

Com tudo a correr como previsto, a atenção voltou-se para a captura do veículo utilizando o sistema de manipulação remota da estação espacial. O Canadarm2 já se encontrava em posição antes da chegada do Cygnus às 1108UTC. DE seguida, o sistema orientou o veículo para o porto de acoplagem, um processo que foi finalizado às 1305UTC. Uma vez acoplado, a tripulação da ISS iniciou as operações para preparar o vestíbulo de acesso ao veículo que foi então activado num processo que teve a duração de nove horas.

Artigo adaptado do original Orbital’s Cygnus spacecraft berthed following ISS arrival.

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