Churyumov–Gerasimenko a uma distância de 8,7 km



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A 14 de Fevereiro de 2015, a Rosetta passou pela superfície do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko a uma distância de apenas 6 km. A aproximação máxima aconteceu às 1241UTC, por cima de uma região conhecida como Imhotep, situada no maior dos dois lobos do cometa.

A imagem revela os contrastes entre os terrenos vistos neste cometa. Superfícies em camadas e fraturadas contrastam com terreno suave e coberto de pó. Em alguns lugares, tais como os da parte de baixo desta imagem, pode ver-se o suave contorno de objectos quase-circulares, com superfícies suaves. De resto, pedregulhos de diferentes tamanhos, de alguns metros a algumas dezenas de metros espalham-se pela superfície. O pedregulho maior, visto no canto superior direito, tem o nome de Cheops.

Os flybys são uma oportunidade de captar imagens de alta resolução da superfície, mas também de os instrumentos da Rosetta tirarem amostras da atmosfera do cometa, ou coma, para entender a ligação entre a fonte da atividade observada e a coma maior.

A nave começou agora uma nova fase de observações, em que irá continuar a passar a distâncias tipicamente entre os 15 km e os 100 km.

As passagens mais distantes irão fornecer um contexto mais vasto para uma visão alargada do núcleo e da sua coma em crescimento à medida que o cometa se desloca em direção ao peri-hélio – a maior aproximação ao Sol ao longo da sua órbita. A Rosetta está agora a 345 milhões de quilómetros do Sol; no peri-hélio, a 13 de agosto deste ano, estará a cerca de 186 milhões de quilómetros, entre as órbitas da Terra e de Marte.

A imagem aqui apresentada foi tirada com a camera de navegação pouco depois da maior aproximação, às 14:19 GMT, de uma distância de 8,7 km. Tem uma escala de 0,74 m/pixel e mede 0,76 km de um lado ao outro.

Há mais imagens desta passagem, disponíveis em blog: CometWatch 14 February – flyby special.

Notícia e imagem: ESA

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