ANGOSAT-1 supera dificuldades de comunicação das populações

Angosat-1

O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, afirmou a 13 de Outubro de 2015, em Luanda, que a concretização do lançamento do Satélite Angolano (ANGOSAT-1), previsto para o primeiro trimestre de 2017, irá superar as dificuldades de comunicação das populações no país.

O governante que falava no encerramento da palestra “O ANGOSAT-1, desafios, benefícios e oportunidades”, no Campus Universitário do Camama, referiu que o objectivo deste satélite é proporcionar e prestar serviço de informação e tecnologia de qualidade às populações, melhorando os sinais de rádio, televisão, telefonia e de Internet em todo país.

Afirmou que as negociações de concepção do projecto ANGOSAT-1 entre Angola e Rússia foram um desafio muito difícil que durou 10 anos para concretização.

Não é fácil os países entrarem na área da tecnologia por causa dos investimentos avultados e as exigências tecnológicas que as nações desenvolvidas colocam” – reforçou.

Adiantou que a execução das obras do centro de controlo de emissão do satélite, no município de Cacuaco (Funda), em Luanda, está em bom ritmo, na medida que se verifica o cumprimento dos contratos e a avaliação das fases do projecto.

Disse que o Satélite Angolano terá um tempo de vida útil de 15 anos e durante este período haverá necessidade de se pensar no ANGOSAT-2 e outros, que se espera contar com a contribuição maioritária da mão-de-obra nacional.

Segundo o ministro, é necessário criarem-se infra-estruturas sólidas que suportem os serviços de telecomunicações e tecnologias de informação no país.

Por esta razão, prosseguiu, o Executivo tem estado a trabalhar na implementação da fibra óptica que já interliga quase todo território nacional.

A palestra, que serviu para apresentar as técnicas que estão a ser usadas para construção do ANGOSAT-1 e incentivar os estudantes a dedicarem-se mais nos estudos nesta área fundamental da ciência, teve como orador o director-geral do Gabinete de Gestão de Programa Espacial Nacional (GGPEN), Zolano Rui João, e contou com a presença da reitora da Universidade Agostinho Neto, Maria do Rosário Sambo, bem como técnicos do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação.

A duração da construção do ANGOSAT-1 está projectada para 36 meses, dos quais 22 meses já passaram. O Satélite Angolano irá possuir um centro primário de controlo de emissão em Angola e outro secundário na Rússia.

Notícia: ANGOP