A sombra da sonda espacial



Dia dos Namorados de 2015 e a Rosetta ESA precipitou-se em direcção ao Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko para um ousado encontro. A apenas 6 km da superfície, era a distância mais próxima que a sonda já tinha estado do cometa, naquele ponto da missão.

A passagem a 14 de Fevereiro não era apenas especial por causa da sua proximidade, a Rosetta também passou por uma geometria observacional única: por um curto período de tempo, o Sol, a sonda espacial e o cometa encontravam-se exactamente alinhados. Nesta posição, as estruturas de superfície não projectam quase nenhuma sombra, permitindo que as propriedades de reflexão do material da superfície possam ser determinadas.

Como efeito colateral, a sombra da Rosetta também pôde ser observada, lançada na superfície do cometa como uma mancha escura rectangular difusa, um pouco maior do que a Rosetta em si, neste caso medindo cerca de 20 x 50 m. A imagem completa mede cerca de 228 m de diâmetro.

Esta imagem em particular é a última de uma sequência de 12 que capturou a sombra da sonda à medida que esta passou sobre a superfície da região de Imhotep, no maior dos dois lobos do cometa.

A imagem foi tirada pela câmara de ângulo estreito OSIRIS e a resolução da imagem é de apenas 11 cm/pixel.

Subsequentemente, a Rosetta fez algumas passagens mais contíguas, notavelmente na fase final da sua incrível missão, quando se acercou mais perto do cometa antes de, finalmente, repousar na superfície em Setembro 2016.

A imagem é uma das milhares disponíveis gratuitamente no Navegador de Imagens de Arquivo da ESA.

Notícia e imagem: ESA

Texto corrigido para Língua Portuguesa pré-AO90

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