A ‘conquista espacial’ Americana e Donald Trump



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Com Donald Trump eleito como 45º presidente da história dos Estados Unidos, como será o futuro da exploração espacial daquele país?

A verdade, é que durante toda a sua campanha presidencial poucas foram as referências  à exploração espacial por parte do candidato republicano, com estas somente a surgir nas semanas finais da campanha. No entanto, tudo aponta para que a futura Administração Trump possa vir a favorecer a exploração espacial tripulada em detrimento das missões que estudam as Ciências da Terra. A política espacial de Donald Trump irá ser focada no voo espacial tripulado, no desenvolvimento tecnológico e na comercialização.

De facto, a Administração Trump será uma machadada nas investigações relacionadas com o Aquecimento Global, na Ciência em geral e na promoção do Criacionismo ao nível de ser ensinado nas escolas públicas, não fosse o seu Vice-presidente um adepto do Criacionismo. Por outro lado, poderemos assistir a um incremento substancial nos fundos alocados às missões espaciais militares.

Donald Trump teve como conselheiro nesta área o antigo congressista Robert Walker que apontou uma política que, nas suas palavras, são uma ‘alteração real na política espacial Norte-americana’, descrevendo-a como «visionária» e «resiliente».

A política espacial da nova administração Norte-americana irá comprometer-se a uma liderança espacial global, criando os empregos, a tecnologia e a segurança necessários para os Estados Unidos do Século XXI. Por outro lado, deverá ser restituído o National Space Council que será liderado pelo Vice-presidente e que terá como função supervisionar todos os esforços espaciais governamentais, tornando o programa espacial mais eficiente.

Os orçamentos da NASA serão mais dedicados à exploração espacial profunda em vez de serem dedicados às Ciências da Terra e à investigação sobre as alterações climáticas, com algumas missões a serem transferidas para a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration). Assim, a NASA poder-se-à focar no objectivo da exploração espacial tripulada do Sistema Solar no final do século (!) em vez de apontar simplesmente para a exploração de Marte.

O favorecimento de um investimento na área militar está bem patente na proposta de desenvolvimento de tecnologias de pequenos satélites que podem ser de grande utilidade na aplicação militar, além do desenvolvimento de tecnologias que permitam a reparação (inspecção / eliminação) de satélites. A busca da liderança do campo da tecnologia hipersónica (com óbvias aplicações militares) é também um dos objectivos.

A Lua também deverá ter um papel especial na nova política espacial dos Estados Unidos.

O acesso e as operações na órbita terrestre baixa deverá ser entregue ao sector comercial.

No que diz respeito ao futuro da estação espacial internacional, deverão ser iniciadas conversações com parceiros públicos e privados para operar e financiar a ISS com o objectivo de alargar a sua vida operacional. Aparentemente, haverá a possibilidade de incluir a China nesta projecto (!)

Um aspecto essencial em todas estas questões é o seu financiamento. Aparentemente, a Administração Trump não tem como objectivo proceder de forma substancial ao aumento do orçamento anual da NASA, havendo a intenção de juntar os recursos de toda a comunidade espacial para se conseguir atingir estes objectivos.

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